Nos últimos meses vivi experiências que me fizeram refletir a respeito de preconceitos que se observam em nossa sociedade, no que diz respeito aos novos e aos velhos profissionais no mercado de trabalho. Coincidentemente, estou escrevendo sobre eles no feriado do Dia do Trabalhador.
Nas duas situações a seguir, quero deixar registrado publicamente minha gratidão a esses profissionais. O primeiro, um jovem odontopediatra, Gabriel Politano, professor da PUC-Campinas, que juntamente com sua também jovem equipe fez uma cirurgia primorosa em minha filha. Do outro lado, no outro extremo, Edvaldo Dias, meu mais novo amigo, que devido a uma aposentadoria precoce, apesar de sua experiência e competência, não lhe abriram mais as portas. Hoje, é nosso braço forte.
A força de trabalho e competência não tem idade, só tem dedicação. E mais uma vez quero denunciar neste espaço a permanência das pessoas em falsas crenças. Acredita-se que o jovem profissional não tem experiência e o velho não é produtivo. Pois entendo que o jovem recém-formado está mais atualizado, o que o torna apto a experienciar novas medidas, seja qual for sua área. Porém, deve fazê-lo sem arrogância e com responsabilidade. O velho profissional carrega a malícia das entrelinhas de suas vivências, o que o torna extremamente capaz. Porém, há que se valorizar e não se entregar ao comodismo. Algumas grandes empresas “antenadas” estão dando sinais de mudança, mas a grande maioria continua agindo com preconceito.
Minha intenção é que possamos refletir sobre como encaramos essas questões e o que estamos fazendo efetivamente para que as coisas aconteçam baseadas em paradigmas mais humanos e libertários.
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