Estes dias, pela manhã, ainda sonada enquanto preparava o café, coloquei a água fervente através do porta-filtro, que de repente escorregou. Senti uma dor profunda da queimadura da água no meu pé, além de constatar a grande sujeira que se espalhou pelo chão da cozinha. A dor me despertou e me forçou a ficar presente na situação.
Há alguns meses participei de um seminário com Pierre Weil na pós-graduação que estou cursando na Unipaz. O tema do seminário era “A arte de viver em plenitude” e dentre tantos insights e ensinamentos que o mestre passou, um deles me marcou: o da necessidade de estarmos verdadeiramente presentes em cada pequeno acontecimento em nossas vidas. Somente dessa forma podemos viver em plenitude, mas infelizmente nossas mentes às vezes estão tão distraídas ou preocupadas que fazemos as coisas automaticamente. E é nessas horas que ocorrem os acidentes. Acordei com a minha dor e mesmo com toda a ardência tive de limpar o chão da cozinha, enquanto tive outro insight. Para mim, ficou clara a diferença entre ser uma criança e um adulto, pois nessa mesma situação a criança pode até levar uma bronca mas a responsabilidade de limpar a sujeira e cuidar do machucado é do adulto que a assiste, enquanto nós, adultos, além de sofrermos a dor e o arrependimento de uma “besteira” que fizemos, temos de consertá-la. Ninguém fará isso por nós.
Conclusão: estejamos atentos a todas as nossas atitudes e sentimentos; estejamos realmente presentes de nós mesmos para que não precisemos sufocar a dor e ter de consertar o que muitas vezes não tem volta.
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