15 de fev. de 2011

MILAGRE DA ALEGRIA

Nesta edição iria escrever sobre a tristeza sentida ao perder nosso leitor e amigo Péricles Previtalli, que fez sua passagem no final de janeiro. Um mês antes ele havia sido sorteado em uma de nossas promoções. Na oportunidade, conversamos muito, até sobre vida e morte, e ele pediu uma cópia de sua foto para guardar de recordação, e me cobrava isso com urgência, como que sentindo seu curto tempo.
Vocês repararam como as pessoas percebem quando estão partindo?  Mas o que quero mesmo é escrever sobre a alegria, a mesma que o sr. Péricles tinha e com a qual contagiava a todos que conhecia. Da mesma forma, e com igual entusiasmo pela vida e pela liberdade de expressar seus sentimentos e ideias, a entrevistada desta edição, a poeta e escritora Arita Pettená.
Para completar este quadro, estou retornando de uma experiência que me trouxe muita alegria. Participei da primeira aula de paneuritmia. Essa técnica surpreendente está descrita numa matéria especial nesta edição. Alegria também é a palavra que descreve Petrus Schoenmaker, um conhecido facilitador de danças circulares sagradas e folclóricas na vizinha e bucólica cidade de Holambra. Contagiei-me por seu entusiasmo e por sentir ressoar em mim como um caminho verdadeiro. É com o mesmo entusiasmo que recomendo às pessoas que me leem neste momento a conhecer essa modalidade de dança circular, oferecida gratuitamente. Trata-se de um trabalho espiritual, também chamado seva (em sânscrito) ou serviço, que expressa o fato de passarmos para a humanidade um conhecimento que traga evolução ao ser humano, seja espiritual, intelectual ou social. Assim também funciona a Educação em Valores Humanos de Sathya Sai Baba ou os passes no espiritismo.
Concluindo: somos todos merecedores dos milagres, assim como somos todos capazes de realizá-los. “Trabalhe para Deus que Ele trabalha para você”.

‘‘DESACELERA, AYRTON!"

Novo ano. Novos planos. Se pensarmos numa dimensão maior, o espaço-tempo não existe. Um ano pode significar um átimo de segundo na eternidade, mas nós, humanos, precisamos medir o tempo para nos situar, então inventamos as horas, os dias da semana, o término e começo de um ano. Dessa forma nos é dada a oportunidade de limpar o passado e recomeçar para mudar o futuro, e isso é saudável.
Tem a ver com uma famosa frase de Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. De acordo com essa filosofia, tenho feito uma proposta a mim mesma, a qual gostaria de estender a todos: vamos desacelerar!
Depois de refletir sobre a teoria da ressonância de Schumann, segundo a qual a aceleração da Terra aumentou, causando-nos a sensação de termos menos tempo e de que ele está passando rápido demais (você sentiu 2010 passar?), após a febre do “chegar primeiro”, iniciada nos anos 80 com os yuppies, a próxima tendência será uma necessidade de voltar ao passado, quando tínhamos mais tempo para conversar com o vizinho ou preparar nosso almoço.
Na Europa, está forte o movimento slow food (assunto de artigo publicado na edição de Julho/2010 do JORNALZEN), com crescente número de adeptos em todo o mundo, até no Brasil. Se diminuirmos um pouco nosso ritmo frenético, afetaremos positivamente no aceleramento da rotação da Terra, no aquecimento global, no desmatamento. Produzir menos e com mais qualidade, mais devagar e com maior precisão. Com certeza teremos menos acidentes, mais trocas afetivas, menos erros e mais sabor.
Esse é o meu plano para o novo ano. Sei que não será nada fácil, pois me habituei a essa roda viva. Mas como todo hábito, devemos ir substituindo, inserindo o novo hábito que sem percebermos se instala e se impregna em nosso cotidiano. Um lento 2011 para todos!