15 de fev. de 2011

‘‘DESACELERA, AYRTON!"

Novo ano. Novos planos. Se pensarmos numa dimensão maior, o espaço-tempo não existe. Um ano pode significar um átimo de segundo na eternidade, mas nós, humanos, precisamos medir o tempo para nos situar, então inventamos as horas, os dias da semana, o término e começo de um ano. Dessa forma nos é dada a oportunidade de limpar o passado e recomeçar para mudar o futuro, e isso é saudável.
Tem a ver com uma famosa frase de Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. De acordo com essa filosofia, tenho feito uma proposta a mim mesma, a qual gostaria de estender a todos: vamos desacelerar!
Depois de refletir sobre a teoria da ressonância de Schumann, segundo a qual a aceleração da Terra aumentou, causando-nos a sensação de termos menos tempo e de que ele está passando rápido demais (você sentiu 2010 passar?), após a febre do “chegar primeiro”, iniciada nos anos 80 com os yuppies, a próxima tendência será uma necessidade de voltar ao passado, quando tínhamos mais tempo para conversar com o vizinho ou preparar nosso almoço.
Na Europa, está forte o movimento slow food (assunto de artigo publicado na edição de Julho/2010 do JORNALZEN), com crescente número de adeptos em todo o mundo, até no Brasil. Se diminuirmos um pouco nosso ritmo frenético, afetaremos positivamente no aceleramento da rotação da Terra, no aquecimento global, no desmatamento. Produzir menos e com mais qualidade, mais devagar e com maior precisão. Com certeza teremos menos acidentes, mais trocas afetivas, menos erros e mais sabor.
Esse é o meu plano para o novo ano. Sei que não será nada fácil, pois me habituei a essa roda viva. Mas como todo hábito, devemos ir substituindo, inserindo o novo hábito que sem percebermos se instala e se impregna em nosso cotidiano. Um lento 2011 para todos!

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