Estava tentando entender por que coisas ruins acontecem com pessoas boas? Esse foi o tema de um curso em São Paulo e comprei uma revista que tratava da questão para ver se conseguia diluir minha angústia. Em vão.
Permaneci cheia de questionamentos e uma tristeza difusa, desde que abri o jornal e vi minha amiga, paciente, colega de trabalho (Maria Goretti Angarten) arrancada desta vida de maneira brutal. Há algum tempo ela me ligou para compartilhar que estava muito feliz, iria se casar com o homem de sua vida. Estava feliz, pensava, falava e agia sempre de forma positiva, seguindo à risca a filosofia da Seicho-no-Ie, agradecendo e reverenciando a tudo e a todos os seres. Dois seres nada humanos lhe tiraram a vida friamente e seguiram depois caminhando e conversando, e no dia seguinte fizeram outra vítima. Seres que tiram a vida de uma pessoa cheia de sonhos e realizações, assim com se tira a vida de um inseto.
Como se explica a lei da atração no caso da Goretti? Ela estava bem, só pensava positivamente – tanto que nem pagava plano de saúde, pois acreditava piamente em sua condição plena de filha de Deus perfeita. Como se explica isso? Por que com ela? O que será feito com esses malfeitores? E o que será feito dos sonhos da minha amiga?
Em minha leitura, vi que “... tanto a filosofia como o budismo e o Eclesiastes da Bíblia concordam que é destino humano suportar a ausência de resposta definitiva para pergunta tão complexa e também concordam que, diante de tanta incerteza, não devemos desistir de fazer surgir e viver o melhor de nossa natureza.”
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