4 de jan. de 2011

SEJAMOS PASSANTES CONSCIENTES

Dias atrás comprei um sabonete biodegradável, que estava o mesmo preço do que uso habitualmente. Creio que um dos empecilhos para as pessoas não consumirem esses produtos ou os alimentos orgânicos é o preço, sempre elevados. Acho que são caros porque são pouco consumidos, ou seja, a lei da oferta e procura. Se consumíssemos mais tais produtos, eles ficariam mais baratos. Além disso, será que a espuma do meu mero sabonetinho vai fazer alguma diferença na poluição dos rios? Novamente, meu “grilo falante” respondeu que estou fazendo a minha parte, mesmo que pequena.
Lembrei da teoria de Paulo Zabeu sobre os dois erros fundamentais da humanidade: omissão e impulsividade. Quando estava conversando com minha amiga Fernanda, do laboratório Labclin, de Indaiatuba, em um de nossos filosóficos encontros semestrais, ela me disse que o mundo carece de ação, que as pessoas precisam tomar atitudes e não apenas querer ser boas e, citando Zabeu, disse: “O problema é estar no mundo sem ser do mundo”. Pertencemos a este mundo, bom ou ruim, e não nos sentirmos responsáveis nos leva à omissão. Por outro lado, pertencer ao mundo não significa possuí-lo. O planeta não é nosso e, sim, nós é que habitamos nele, o que não nos dá o direito de destruí-lo.
O cacique Seattle disse a mesma coisa quando escreveu “A terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra.” Jean-Yves Leloup deixou-me como mensagem uma curta e profunda frase: “Sejam passantes.” Resumindo, acho que devemos ter com o mundo a compreensão de que estamos de passagem, que tudo está disponível em abundância. Porém, nada que existe neste mundo material nos pertence e não levaremos nada quando fizermos nossa grande viagem astral. E os que permanecem, continuam usufruindo desse grande empréstimo divino.

Nenhum comentário:

Postar um comentário