Quantos de nós, um dia, já fomos considerados “esquisitos” em nossa família ou na sociedade. Quando nos sentimos oprimidos ou desamados, gerando um sentimento interno de inadequação, com medo de sermos nós mesmos. Quantos de nós nos sentimos solitários, questionamos a Igreja e seus freqüentadores? E o que dizer de nossa necessidade quase vital de nos recolhermos em um canto, geralmente com verde em volta, ansiando por uma liberdade que nós mesmos não sabíamos por quê? Na época, alguns se tornaram hippies. Corajosos, largavam todo conforto e partiam em busca de não ter compromisso com nada.
Dias desses, parada em frente à estação rodoviária de Campinas, observava uma família de mãe, pai e uma menininha, hippies (sim, eles ainda estão por aí...). Ele me abordou com alegria e gentileza, dizendo que faltavam 90 centavos para servir o café da manhã para sua linda família e disse ainda que as pessoas acham que hippie não toma café. Feliz, brincava com sua filhinha faminta, trazendo nos olhos o orgulho de sua liberdade, vivendo unicamente pelo aqui e agora. Somos índigos? Indignados com o modus operandi? Considerados rebeldes sem causa, podemos agora nos identificar com essa energia transformadora, crítica, criativa e libertadora. O tema, bastante questionado atualmente, deve ser melhor compreendido por todos, para que não cometamos com nossos filhos os mesmos erros cometidos por nossos pais. E que humildemente possamos aprender com quem está chegando muito mais do que com aqueles que pensávamos ser os donos da verdade. Estaremos atentos e abertos a seus apelos, manifestos, orientações e desabafos, pois dessa forma poderemos ajudá-los em sua tarefa maior de transmutação do planeta azul.
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