4 de jan. de 2011

CRENÇAS LIMITADORAS

“Agosto, mês de desgosto”. Conhecem esse ditado popular? Desde criança ouço essa frase de alguém. Diziam também que agosto é o mês do cachorro louco, da bruxa solta, essas coisas. Isso sempre me deixou contrariada, pois é o mês do meu aniversário. E aniversário, para mim, sempre foi sinônimo de alegria.
Temos aprendido com o Segredo que atraímos para nós aquilo que pensamos e falamos. Até aqui tudo bem, porque em nível individual sou capaz de me exercitar para mudar pensamentos e palavras, porém o que fazer com as crenças coletivas? O psicanalista Carl Gustav Jung nos passou o conceito sobre o inconsciente coletivo, ou seja, aqueles símbolos, mitos, crenças, etc. guardados na cultura dos povos desde a mais remota antiguidade e que passados de geração em geração, e que muitas vezes nem precisam ser expressas para serem incorporadas.
Como foi o seu mês de agosto? Até que ponto essa crença nos influencia e, com isso, gerando a cada agosto um mês difícil? Como mudar isso? Mais uma vez citando um psicanalista, desta vez Sigmund Freud, ele dizia: “Para que seja resolvido um conflito, devemos em primeiro lugar tomarmos consciência do mesmo”. Deste modo, penso que se ficarmos atentos e conscientes sobre as crenças negativas que nos passam ou que passamos aos nossos filhos e começarmos a transformá-las no seu oposto, poderemos nos libertar de seus efeitos.
Outro ditado: “Depois da tempestade, vem a bonança”. Passado o desgosto de agosto, agora vem chegando a primavera, com o sol brilhando, as flores se abrindo... Dessa forma seguimos em frente, com a fé renovada. Refletindo sobre a fé, percebi dias desses que são nas horas mais difíceis que você nem consegue rezar, nem agradecer, nem pensar positivo. E é justamente nessas horas que sua fé está sendo testada. Quando tudo parecer perdido e você realmente entregar, confiar, aceitar e agradecer (como citou nosso querido Hermógenes, entrevistado nesta edição), aí sim pode se considerar uma pessoa de fé.

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