28 de fev. de 2012

EM MARCHA



É a segunda vez que escuto Marco Schultz num satsang e sempre fico muito inspirada com suas palavras. Ele vive o sentido mais profundo da ioga e suas ideias fluem de forma mediúnica, numa profundidade e simplicidade que só é possível encontrar nos grandes mestres.
Algo em sua fala me chamou a atenção, de que devemos nos colocar sempre em marcha apesar de todas as dificuldades de nossa vida ordinária do nosso ‘eu menor’, para que se cumpra o propósito de nosso Eu Maior.
Por vezes as adversidades são grandes e pesadas, por vezes sentimos cansaço ou revolta – são provas que nos testam a ponto de querermos desistir ou nos desviar do caminho que traçamos. Por outro lado, existe o silenciar, quando fechamos nossos olhos e nos conectamos com nossa luz interior. Nesse momento, conectados com nossa alma, com nosso Eu Maior, observamos a pequenez do cotidiano impermanente e, distanciados dos apegos, sentimos a grandeza de nossa luz, a potência de nossa verdade através do amor e do perdão, e assim abrimos os olhos e nos colocamos novamente em marcha. E isso é o mais importante: permanecer nela, passo a passo, sem necessidade ou ansiedade de chegar em algum lugar. Apenas vivendo o momento presente, observando atentamente a paisagem que nos cerca, usufruindo dessas coisas que encontramos pelo caminho, nas coisas simples que vivemos e sentimos.
Já dizia o grande Gilberto Gil: “O melhor lugar do mundo é aqui e agora!”

REFERÊNCIA CONSTANTE



O JORNALZEN é pioneiro em nossa região no que se refere à divulgação das boas iniciativas de pessoas e empresas voltadas ao autoconhecimento, bem-estar, meio ambiente e sustentabilidade. Nosso trabalho também é bastante valorizado na capital paulista. Alguns profissionais, como o terapeuta Val Capelli, quando conhecem o jornal espantam-se com a qualidade visual e de informações e frequentemente questionam: “Por que não temos um jornal desses por aqui?”. Atentem que essas não são minhas palavras, mas de um profissional dos mais conceituados na área.
Outra pessoa que se surpreendeu com o JORNALZEN foi o cartunista Ziraldo. Na época em que foi entrevistado, fez questão de enfatizar que a proposta se tratava de “uma grande sacada”.
Nosso periódico é um exemplo de cuidado com o idioma – o que não deixa de ser nossa obrigação. Desde o primeiro momento, cumprindo sua função social, aderiu à recente reforma ortográfica e procura ao máximo evitar os erros verificados em outras publicações.
Sim, temos muito do que nos orgulhar.
Temos anunciantes sérios, verdadeiramente comprometidos com o crescimento do ser humano e do planeta como um todo.
O que constatamos é que diversas vezes servimos de escada para algumas empresas. Servimos de pauta para muitas publicações especiais de bem-estar e meio ambiente que buscam os anunciantes que aparecem no JORNALZEN. Certa vez, um produtor de um programa de TV confessou ser nosso admirador e admitiu que acompanhava o jornal para conquistar novos clientes. Vários entrevistados nossos foram posteriormente procurados por outros jornais e revistas da região.
O que não posso aceitar é a indiferença e o descaso. Em que pese não termos a mesma estrutura material e humana de empresas maiores, procuramos fazer o melhor, cumprindo fielmente nossa nobre proposta. Algumas empresas e pessoas podem ainda não ter se apercebido da importância de nosso trabalho. Mas somos dignos, sim, de sermos colocados nas paredes dos entrevistados.

UMA NOVA ETAPA



Considero este ano especial para o JORNALZEN, pois estamos comemorando 7 anos.
Ninguém duvida que o número 7 é cabalístico. Sete cores no arco-íris, sete chacras, sete maravilhas no mundo!
Rudolf Steiner, o criador da antroposofia, definiu a evolução da pessoa de acordo com a teoria do setênios, segundo a qual a cada sete anos há uma mudança significativa nos aspectos físicos, emocionais, comportamentais e espirituais. Steiner define que no primeiro setênio (0-7anos), a criança emprega todas as suas energias para o desenvolvimento de seu físico. Ela manifesta toda sua volição através de intensa atividade corporal. Nessa fase a criança tem uma grande abertura em relação ao mundo. Ela acolhe sem resistência anímica tudo o que lhe advém do ambiente em redor, entregando-se ao mundo com confiança ilimitada. Vive num estado de ingenuidade paradisíaca, num mundo em que o bem e o mal se confundem indistintamente. Durante esse primeiro setênio, a relação mais importante com o mundo exterior transcorre de fora para dentro.
Numa correlação com a nossa caminhada até agora, o JORNALZEN se manifestou fisicamente, com intensa atividade, e absorvemos tudo o que o ambiente social pôde nos proporcionar. No segundo setênio (7 a 14 anos), a criança passa a ter todas as suas forças dirigidas ao seu desenvolvimento anímico. O pensamento da criança nessa fase é nascido mais das energias do coração do que da cabeça; é um sentimento que pensa. A grande força para aprender, nesse momento, é a capacidade de vivenciar imagens interiores intensamente.
Assim sendo, agora é a hora de sonhar, de experienciar os sentimentos de nossa criação com relação a nós próprios e aos outros. Passaremos pela nossa adolescência com toda a beleza e dificuldade que ela representa. E esperamos, como qualquer adolescente, termos e fazermos cada vez mais amigos e nos apaixonar muitas vezes, tendo o direito de nos rebelar às vezes. Contestar os paradigmas que não nos servem mais e, acima de tudo, usar toda a energia para transformarmos o mundo num lugar melhor.

REFLEXÃO PRÉ-NATALINA II



Natal é a reunião da família, certo? Proponho que ampliemos um pouco mais nossa visão de família e consideremos que ela é composta pela humanidade como um todo. Imbuídos dessa visão macro, coloquemos um sentimento comum: a fraternidade.
O mestre búlgaro Peter Danov, criador da paneuritmia, deixa-nos a seguinte mensagem: “Está por vir a cultura da fraternidade entre todos os povos. Eles serão como membros de uma grande família, em que os mais fortes ajudarão os mais fracos. Os povos são órgãos de um organismo cósmico e, assim como cada órgão tem seu  lugar, sua função e missão, também cada povo os tem. Os dias atuais presenciam o surgimento dessa ideia na consciência da humanidade.”
Portanto, deixo a oração para esses tempos, A Grande Invocação:
Do ponto de Luz dentro da Mente de Deus. Que a Luz flua à mente de todos. Que a Luz desça sobre a Terra. Do ponto de Amor dentro do coração de Deus. Que o Amor flua aos corações de todos. Que o Cristo retorne à Terra. Do centro onde é conhecida a Vontade de Deus, que o Propósito guie as nossas pequenas vontades. O Propósito conhecido e usado pelos mestres. Do centro do que chamamos raça humana, que se cumpra o Plano do Amor e da Luz e que ele possa selar a porta onde habita o mal. Que a Luz, o Amor e o Poder restaurem o Plano sobre a Terra.
Assim seja. Paz profunda neste Natal!

REFLEXÃO PRÉ-NATALINA I



E chegamos novamente ao final de mais um ano. O cheiro de Natal já está no ar. Desde criança, quando começa o mês de novembro, sinto o cheiro de uma palmeira que me lembra o Natal.
Sim, sobrevivemos a mais um ano difícil, creio que para a maioria dos mortais. Neste tempo também nos assola uma inevitável reflexão de avaliação de nossa conduta, dos sucessos e fracassos que tivemos e as expectativas com relação ao que virá, apesar de termos o entendimento de que só encontramos as respostas e a felicidade na vivência do aqui-agora.  De minha parte, posso abrir o coração com você, leitor, e dizer que ultimamente tenho pedido para ser mostrado a mim sinais e insights de como proceder a partir de agora, unicamente pelo propósito maior que minha alma escolhe, estando de acordo com o Propósito Divino que nos foi traçado. Para isso, em minhas meditações tenho feito uma oração ao Espírito Santo, a qual transcrevo a seguir, e que também possam usá-la, caso essas palavras tomem eco em seus corações: “Espírito Santo, tu és a alma de minha alma! Adoro-te humildemente. Ilumina-me, dirigi-me, conduze-me, fortalece-me, consola-me. Revela-me teus desejos, tanto quanto corresponder aos planos do eterno Pai. Faze-me conhecer o que o amor eterno deseja de mim. Faze-me conhecer o que devo fazer. Faze-me conhecer o que devo sofrer. Faze-me conhecer o que devo, aceitar em silêncio, modéstia e reflexão, carregar ou suportar. Sim, Espírito Santo, faze-me conhecer tua vontade e a vontade do Pai, pois quero que toda a minha vida não seja senão um contínuo e perene SIM aos desejos e a vontade do eterno Pai.” Amém. Paz profunda a todos.

cronicasdesilamon.blogspot.com

ANJOS IPÊS



Desde criança vejo as árvores como se fossem seres gigantes do planeta. Até hoje tenho essa visão sempre que observo-as. Mas uma em especial floresce justamente no tempo de estio, antes da primavera chegar – os ipês.
Quando deparo com um ipê branco tenho a impressão de estar avistando um anjo, tal sua beleza e imponência. Tenho a sensação de que ele nos lembra que há paz no mundo e esperança de que em breve virá a primavera. E essa primavera não se refere somente à estação climática, mas também à de nossos corações. Sim, sinto tudo isso quando avisto um ipê branco. Nesta época, eles estão por toda parte da cidade. Estamos cercados de anjos gigantes, porém só quem os nota são aqueles que têm olhos de ver!
Nos florais de Minas, um dos primeiros sistemas com flores brasileiras, do qual sou adepta por sua eficácia, há uma essência chamada Tabebuia (Tabebuia chrysotricha), feita da flor do ipê amarelo. “É indicada para toda e qualquer situação especial da vida em que as forças espirituais, psíquicas ou físicas precisam ser concentradas no objetivo de autocura; para todas as condições em que há dispersão energética que impede a transição de etapas ou de um novo recomeço; para quando todas as forças estão aparentemente exauridas; existindo apenas a esperança como única chama acesa; para aquela alma que precisa concentrar e potencializar todos os recursos internos para obter a recuperação; para a personalidade energeticamente solitária, sem a possibilidade de obter ajudas externas, e que, no entanto, anseia por um último esforço interno de salvação; para aquelas situações de conflito psíquico ou físico que exigem muito esforço e concentração, em que parece não haver saídas ou opções.”
Portanto, não é por acaso que sinto tudo isso quando vejo um anjo ipê. Salve a primavera!