28 de fev. de 2012

ALGEMAS DE OURO



Esta semana conversei com uma mulher muito inteligente, que ao longo de sua carreira profissional atingiu o topo na empresa. Preparada para ser presidente, sentia-se presa em algemas de ouro. Deixou as amarras, hoje ganha a metade, mas trabalha em prol da paz. Transforma a história de sua época e sente-se realizada. Por outro lado, tenho observado outras pessoas que muitas vezes amoldam seus pulsos frágeis por causa do medo da mudança e acabam tornando essas algemas uma extensão do próprio corpo e da alma.
Na maioria das vezes é muito difícil sair da zona de conforto de seu casamento, de seu clube, de seu esteticista, de seu shopping e ter de encarar os monstros possíveis do despertar. Por isso só procuram uma terapia ou informações que possam transformá-la, quando estão no final da curva, quando estão destroçadas.
Sair do mundo de Alice é doloroso, porém necessário. Com o nosso tempo e planeta em constantes mudanças, não dá pra continuarmos em nossos mundinhos protegidos. Temos de participar, unir-nos cada vez mais. Devemos nos fortalecer intimamente e são vários os recursos para isso. Não devemos nos limitar a doar um dinheirinho por mês às instituições de caridade e, sim, colocarmo-nos à disposição para cuidar, reciclar, educar, contar histórias e muito mais, dedicando nossa alma ao bem dos menos favorecidos. Dessa forma, favorecermos a nós mesmos e à nossa alma. Vibrarmos em uníssono na compaixão daqueles que sofrem, trabalhando pela paz de todos com inspiração e transpiração.
Deixem o medo e o comodismo de lado e descubram a riqueza de suas almas aprisionadas pelas algemas de ouro.

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