Desde criança vejo as árvores como se fossem seres gigantes do planeta. Até hoje tenho essa visão sempre que observo-as. Mas uma em especial floresce justamente no tempo de estio, antes da primavera chegar – os ipês.
Quando deparo com um ipê branco tenho a impressão de estar avistando um anjo, tal sua beleza e imponência. Tenho a sensação de que ele nos lembra que há paz no mundo e esperança de que em breve virá a primavera. E essa primavera não se refere somente à estação climática, mas também à de nossos corações. Sim, sinto tudo isso quando avisto um ipê branco. Nesta época, eles estão por toda parte da cidade. Estamos cercados de anjos gigantes, porém só quem os nota são aqueles que têm olhos de ver!
Nos florais de Minas, um dos primeiros sistemas com flores brasileiras, do qual sou adepta por sua eficácia, há uma essência chamada Tabebuia (Tabebuia chrysotricha), feita da flor do ipê amarelo. “É indicada para toda e qualquer situação especial da vida em que as forças espirituais, psíquicas ou físicas precisam ser concentradas no objetivo de autocura; para todas as condições em que há dispersão energética que impede a transição de etapas ou de um novo recomeço; para quando todas as forças estão aparentemente exauridas; existindo apenas a esperança como única chama acesa; para aquela alma que precisa concentrar e potencializar todos os recursos internos para obter a recuperação; para a personalidade energeticamente solitária, sem a possibilidade de obter ajudas externas, e que, no entanto, anseia por um último esforço interno de salvação; para aquelas situações de conflito psíquico ou físico que exigem muito esforço e concentração, em que parece não haver saídas ou opções.”
Portanto, não é por acaso que sinto tudo isso quando vejo um anjo ipê. Salve a primavera!
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