É a segunda vez que escuto Marco Schultz num satsang e sempre fico muito inspirada com suas palavras. Ele vive o sentido mais profundo da ioga e suas ideias fluem de forma mediúnica, numa profundidade e simplicidade que só é possível encontrar nos grandes mestres.
Algo em sua fala me chamou a atenção, de que devemos nos colocar sempre em marcha apesar de todas as dificuldades de nossa vida ordinária do nosso ‘eu menor’, para que se cumpra o propósito de nosso Eu Maior.
Por vezes as adversidades são grandes e pesadas, por vezes sentimos cansaço ou revolta – são provas que nos testam a ponto de querermos desistir ou nos desviar do caminho que traçamos. Por outro lado, existe o silenciar, quando fechamos nossos olhos e nos conectamos com nossa luz interior. Nesse momento, conectados com nossa alma, com nosso Eu Maior, observamos a pequenez do cotidiano impermanente e, distanciados dos apegos, sentimos a grandeza de nossa luz, a potência de nossa verdade através do amor e do perdão, e assim abrimos os olhos e nos colocamos novamente em marcha. E isso é o mais importante: permanecer nela, passo a passo, sem necessidade ou ansiedade de chegar em algum lugar. Apenas vivendo o momento presente, observando atentamente a paisagem que nos cerca, usufruindo dessas coisas que encontramos pelo caminho, nas coisas simples que vivemos e sentimos.
Já dizia o grande Gilberto Gil: “O melhor lugar do mundo é aqui e agora!”
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