28 de fev. de 2012

O PAI NOSSO



O pai nosso de cada um de nós é tão importante que a principal oração cristã tem esse nome.
Quem é gnóstico sabe da máxima de que “como é em cima é embaixo” e quero aqui fazer uma analogia entre o Pai Nosso e o pai nosso. Da mesma forma que o Nosso Pai do Céu é a nossa Referência, o nosso Protetor, Aquele a quem nos refugiamos nas horas difíceis, Aquele que nos provém, que nos ama incondicionalmente, mas que nos dá os limites, as regras de viver no mundo, os mandamentos e os parâmetros da formação do caráter; é assim também o nosso pai na Terra. E na nossa sociedade ocidental geralmente o pai é relegado a um segundo plano, tendo sempre a mãe como a principal fonte de amor e proteção do filho. A mãe é considerada uma entidade sagrada, intocável, inquestionável. E o pai?
Geralmente os homens se queixam de que quando nasce o primeiro filho, ele sempre fica de escanteio pela esposa, que passa a se dedicar integral e possessivamente ao rebento. Mesmo durante a gravidez somente a mulher recebe as atenções e cuidados, mas sabemos que nesse período os maridos também passam por muitas transformações, emocionais e às vezes até físicas.
Costuma-se dizer que o pai é distante dos filhos, que não sentem tanta falta deles quanto da mãe, etc. São paradigmas sociais. Portanto quero aqui exaltar a figura desse pai, ao mesmo tempo tão amado e por vezes tão injustiçado por nós e prestar minhas homenagens e reverência a dois deles. Ao meu pai, que já fez sua Grande Viagem, mas sei que continua me protegendo, como sempre fez em vida, e ao pai de minha filha, que tem se mostrado presente em todos os senti-dos, que a ama profundamente, tanto quanto eu e que assim como todos os pais tem todas as qualidades do Nosso Pai.

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