28 de set. de 2010

CUIDEMOS DE NOSSA CASA

Quando olhamos as coisas de cima, temos uma visão mais clara sobre tudo. E é justamente essa sensação que temos quando assistimos ao  documentário Home.
O fotógrafo Yann Arthus-Bertrand faz suas tomadas de cenas de dentro de uma avião, que voa muitas vezes rasante sobre pontos críticos do planeta, mostrando-nos toda miséria e devastação em que a nossa “casa” se encontra. É tudo muito chocante.
Senti uma tristeza profunda e reflexiva, principalmente quando vi a cena na qual ele mostrava uma área de extração de minérios e a impressão que passava era a de uma pele cheia de feridas, em carne viva. Na parte final do filme, ele começa dizendo que ainda restam muitas coisas a serem preservadas e começa a mostrar cenas maravilhosas de lugares onde a natureza está intacta, e em seguida finaliza com a pergunta: “E agora, o que você vai fazer?”
Assisti ao documentário junto com minha filha de 12 anos, que por sua idade sente-se ainda mais responsável em preservar a casa onde terá que passar muitos anos ainda pela frente. Ela me disse, indignada: “Esse filme tinha que ser exibido em praça pública, em todas as escolas, para que todo mundo acorde.” No entanto, na sala de cinema só estávamos nós duas e mais meia dúzia de pessoas, enquanto a sala ao lado, na qual era exibido um filme comercial, estava totalmente lotada. É deprimente e muitas vezes desanimador. Mas ela, com sua energia de tentar mudar as coisas, “baixou” o filme pela internet e vai presentear cada professor seu com uma cópia para passar aos alunos e, assim, do seu jeito, passar para frente a mensagem.
Do meu lado, também tento mudar alguma coisa passando essa mensagem para vocês, queridos leitores, que sei que são poucos comparados aos leitores de jornais que vendem notícias de violência, futebol, mulheres nuas, colunas sociais, etc. Ainda assim acredito, pela teoria de ressonância da física quântica, que podemos fazer muita diferença. Precisamos apenas encontrar nossa própria maneira de atuar. 

22 de set. de 2010

TRABALHADORES DA LUZ

Refiro-me às pessoas que vêm ao mundo dotadas da capacidade de coragem, solidariedade, compaixão e espírito de justiça e que fazem a diferença nos momentos de grande transformações, tanto em níveis individuais, quanto coletivos. Pessoas dispostas a arriscar as próprias vidas para salvar outra.
Lembramos imediatamente de Cristo, que deu sua vida para salvar a humanidade. Pois é essa analogia mesmo. É esse espírito crístico que nos faz capaz de enfrentar duras provações para tentar salvar uma vida, seja ela humana, animal ou vegetal.
Esses trabalhadores estão em todos os lugares e têm várias faces. Seja um homem culto e refinado, que nos esclarece sobre a vida ou a ciência; um espiritualista que nos oferece caminhos de paz; um homem simples do povo, que salva alguém se afogando numa enchente; ou um militante verde que luta pela sobrevivência das florestas. Eles existem e mantêm a força do bem em detrimento das forças daqueles que querem destruir, seja por meio de mísseis, do desmatamento ou da política do pão-e-circo, que leva falsa alegria ao povo.
Exemplo prático? Shows em homenagem ao meio ambiente, no qual aumentam a emissão de carbono, onde as pessoas bebem e jogam suas latas e lixo por todo lado e os organizadores aparecem bonito como promovedores do bem. Como dizia o poeta: “Ê, vida de gado! Povo marcado, povo feliz!”.
Vamos despertar antes que seja tarde. Caminhar em direção de sua própria Luz, de sua interioridade, de seu silêncio, de sua verdade. Parar de caminhar em bloco, como gado, deixando-se ser levados para a arena, que aparentemente é bonita, iluminada, mas guarda a intenção da morte de sua individualidade, de seu próprio poder de ser um trabalhador da Luz.

A LIÇÃO DE SUSAN BOYLE

Nunca um ditado popular se confirmou tão verdadeiro quanto aquele que diz: nunca julgue ninguém pela aparência ou nunca julgue um livro por sua capa antes de conhecer seu conteúdo. O fato recente da escocesa Susan Boyle, que se apresentou em um programa de calouros chamado Britain’s Got Talent, veio confirmar isso em sua essência.
As pessoas que riram de sua aparência e dos sonhos que compartilhou com o público de maneira alegre e ingênua, quase infantil, ficaram envergonhadas e emocionadas com sua própria ignorância depois que ouviram as primeiras notas cantadas por ela. Quando um dos jurados fez uma expressão desdenhosa, ao perguntar sua idade, ela respondeu “47”, rebolando como uma criança, e disse: “E isso é apenas uma parte de mim”. Para bom entendedor, ela estaria sinalizando que essa aparência não é tudo o que possui.
A mídia, que representa o pensamento da maioria, fez dela um sucesso, tendo sido acessada no You Tube por mais de 18 milhões de pessoas (mais do que a posse de Barack Obama).
E agora, a mídia que mostrou a vergonha daqueles que a ridicularizaram é a mesma que está tentando mudá-la, torná-la socialmente apresentável, chegando até a convidá-la para posar para uma revista masculina, depois de ela ter afirmado que nunca havia beijado alguém. Susan, por sua vez, em sua simplicidade, voltou para seu vilarejo e afirmou ao batalhão de repórteres que se aglomeravam em frente à sua casa que ela só queria que sua mãe (já falecida) pudesse vê-la em sua apresentação, porque sempre foi sua maior incentivadora. E que o que ela realmente deseja é continuar sua vida no vilarejo onde mora e é feliz.
Com tudo isso, qual a reflexão que podemos fazer? Parece que todos tiveram a oportunidade de aprender algo no momento em que se emocionaram e se envergonharam pelo que fizeram, mas no final, passada a emoção, não aprenderam a lição e continuam insistindo em corromper o lado mais puro da alma humana. Lamentável!

A PAIXÃO DE ESCREVER

Todos os meses tenho a sagrada obrigação de escrever minha coluna e geralmente deixo para a última hora. Daí, sento decidida e vem a inspiração. Como tenho a incumbência de cobrar textos de nossos colunistas, sei o quanto é difícil ter inspirações com data marcada. Mas isso descortinou um novo mundo em minha vida: o mundo da escrita.
Sou psicóloga de profissão e sempre gostei mais de falar, estar com uma pessoa ou de preferência falar com grupos. Surpreendentemente, parece que isso agora se inverteu. Não que tenha deixado de gostar de estar com as pessoas, mas tenho me realizado muito ao poder escrever para elas, e tenho ficado gratamente surpresa com as manifestações espontâneas de quem lê minha coluna mensal. Por isso, resolvi escrever sobre o prazer da escrita e vou além: tenho sonhado acordada em me tornar no futuro uma escritora de verdade e estou começando meu primeiro projeto.
No momento me dedico a escrever sobre minhas experiências com os entrevistados do JORNALZEN. Um livro no qual, além das entrevistas reunidas, relatarei os bastidores de cada uma delas. São tantas as curiosidades, emoções e descobertas que daria um livro à parte.
Escrevo tudo isso porque quero compartilhar com meus leitores essa minha intenção, e com isso assumir aqui o compromisso de cumpri-lo. Meu marido e editor deste jornal é que é o escritor da casa – e por sinal, muito bom escritor, porque sempre foi também um bom leitor. De minha parte, sempre fui mais preguiçosa para ler, porém parece que desenvolvi espontaneamente uma forma de escrever, como se estivesse falando com alguém (foi o que um leitor me disse certa vez). Talvez seja essa a razão pela qual tenho conseguido me expressar por meio da escrita e tomar tanto gosto pela coisa. Agradeço a meus leitores, pois devo a eles minha nova paixão.

8 de set. de 2010

Boas ideias, grandes oportunidades

Estou lendo um livro chamado O Relatório Popcorn, de uma escritora americana de nome Faith Popcorn, que foi chamada pela revista Fortune de “Nostradamus do Marketing”. Ninguém melhor do que ela para nos dizer o que no futuro iremos comprar, onde iremos trabalhar, como iremos viver e o que iremos pensar. Ela escreveu esse relatório em 1990, o livro que comprei é de 1999 (já estava na 10ª edição) e a autora projetou comportamentos 20 anos à frente, ou seja, em seu livro ela coloca duas situações prováveis para a vida em 2010 e ela acerta em ambas!
Esse livro tem me inspirado a ter novas ideias, a colocar meu brainstorm em dia. Aliás, recomendo a leitura a todos para se inspirarem a criar novas possibilidades.
Acredito que as ideias estão disponíveis a todos que sabem captá-las e não só isso – o mérito é de quem consegue colocá-las em prática e mais difícil ainda é mantê-las. Ter ideias inovadoras, colocá-las em prática e divulgá-las é um trabalho profissional que exige bastante esforço e por isso merece o reconhecimento, tanto moral quanto financeiro. É por isso que grandes agências de marketing ganham fortunas. Existe um brainstorm constante feito em equipe.
Temos dois caminhos: ou criamos e viabilizamos novas ideias com o nosso próprio esforço, ou pagamos alguém que faça isso por nós. Portanto, se você não tem, neste momento, a possibilidade de investir em pessoas que criem e executem projetos para desenvolver o seu negócio, fica a sugestão da leitura deste livro, distribuído pela editora Campus.

E se...

E se um ex-presidiário começasse a fazer um discurso pedindo ajuda dentro de uma igreja, antes da missa, na frente dos fiéis? Chamariam a polícia para levá-lo, porque fere as regras sociais da igreja. E se uma mulher fosse acusada de adultério no Irã? Seria apedrejada, porque faz parte das leis locais.
Esses dois exemplos são fatos. O primeiro ocorreu numa cidade da região e o segundo está acontecendo bem distante de nós, mas ambos exigem uma reflexão. E se esse cidadão fosse Cristo em seu retorno, para testar o apoio dos cristãos? E se essa mulher fosse um teste para Ele saber se os humanos entenderam o seu sermão quando falou sobre atirar a primeira pedra aquele que nunca pecou? 
Hoje, não existe mais a punição da crucificação, mas existem outras formas de rechaçar alguém, seja por meio da repulsa, do desprezo, do preconceito ou da falta de compaixão. O sagrado está em todos os lugares, coisas e pessoas. Deus está em toda parte, somos sua imagem e semelhança e contamos com as portas abertas dos templos e dos corações humanos que o representam na Terra. O mais irônico é que o tema do sermão do padre naquela missa foi sobre acolhimento. E a ironia, no caso da iraniana, é a nova interferência de nosso presidente como mediador.
E, por favor, não pensem que estou criticando ou negando uma religião em detrimento de outras. Não discuto religião. Não acredito em verdades absolutas. Não aceito as palavras vãs, a arrogância ou os jogos de poder. Estou apenas relatando fatos reais, para que cada um que lê este artigo tire suas próprias conclusões – o que, aliás, ocorreu com cada uma das pessoas que assistiram a essas cenas. Aquele cidadão, acuado, chorou na frente de todos. Choraram os filhos da iraniana implorando ajuda mundial. As pessoas choram por dentro, num misto de surpresa e decepção. Cristo chora neste momento ao constatar que o nosso mundo está longe de estar preparado para o Seu retorno. 

Diversão em horário comercial

Férias. Tem gente que trabalha o ano inteiro esperando por elas e os jogos do Brasil na Copa anteciparam parte delas. Mas minha reflexão para este mês é àqueles que mal tiram alguns dias para descansar e que passam a maior parte de seu tempo de vida no trabalho.
Outro dia, estava passando de carro a trabalho pelo conhecido “Tapetão”, em Campinas, e deparei com uma cena belíssima que me inspirou a escrever este artigo. Vi uma funcionária pública (gari) fazendo seu serviço no acostamento, e no momento em que a vi ela estava sorrindo e soprando uma planta dente-de-leão. Naquele momento senti uma felicidade súbita, e uma gratidão pela vida e pelo meu trabalho.
Daí vem a reflexão: devemos procurar um ponto de diversão, de leveza, de satisfação em nossa atividade diária, pois é aí que passamos a maior parte de nosso tempo de vida, não é mesmo? Portanto, ter prazer no trabalho é essencial ou pelo menos encontrarmos um ponto de distração, uma pausa, uma leveza.
No início de cada ano faço uma colagem em cartolina de todos os meus desejos para o ano. Este ano, recortei a figura de uma mulher sorrindo ao telefone com uma frase dizendo: “Felicidade em horário comercial”. Foi o que pedi para mim e de certa forma estou obtendo meu objetivo, pois tenho aprendido a me divertir durante tarefas que, apesar de exaustivas, são valiosas.
Por exemplo, apesar de ser estressante dirigir no trânsito intenso e a correria de distribuir jornais aos anunciantes e nos pontos alternativos de vendas, me divirto muito. Revejo mensalmente todos os meus amigos-clientes e conversamos sobre diversos assuntos, o que não seria possível se não fosse assim.  Então, ao invés de me sentir cansada no final do dia, sinto-me preenchida de energia e com o coração aquecido, da mesma forma como me sentia quando atendia um paciente como psicóloga, pois o que gosto é de interagir com as pessoas.
Dessa forma, faço o convite: vamos fazer uma pausa de vez em quando e apreciar uma flor, brincar com uma criança ou um animal, ou fazer algo criativo que nos tire da automatização diária. Vamos buscar a leveza do ser, buscar a poesia no dia a dia, a alegria dos encontros e a satisfação do dever cumprido com a maior competência possível, dando sempre o nosso melhor. 

Presente de mãe

O maior presente que recebi como mãe este ano foi uma conversa que tive com minha filha adolescente – aos 13 anos, na flor de sua idade, desabrochando como uma rosa, suave, porém uma pessoa com valores concretos, sólidos.
Outro dia, alguém comentou que ela é uma menina ainda inocente e ela me respondeu: “Inocente, não. Consciente.” É fato. Acompanho suas indignações com relação a atitudes de meninas que na sua idade estão sendo violentadas por uma cultura de massa que conduz a uma sexualização precoce, a vícios, ao consumismo exagerado e à irresponsabilidade. Hoje, podemos conversar de igual para igual sobre todos os assuntos e isso é tão realizador, pois a vejo se tornando uma mulher muito interessante.
Uma pessoa do bem e de bem consigo mesma. Essa era a preocupação maior que eu tinha quando estava grávida. Pensava na responsabilidade em criar um ser humano para ser uma boa pessoa, e hoje eu a vejo assim. Ela nasceu três dias depois de meu aniversário e eu disse que foi o melhor presente de minha vida. E agora, esse compartilhar, que é mais valioso que a joia mais cara do mundo. Compartilhar nossos segredos, nossas dúvidas, nossas experiências, nossas alegrias e nossas decepções. É também a amizade mais verdadeira que existe entre mãe e filha, pois o amor é incondicional e não existe competição, receios de traição ou de inverdades de ambas as partes.
Penso que a gente, como mãe, também evolui muito, pois hoje é possível ter essa conversa aberta, coisa que nós, mulheres na minha idade, dificilmente tivemos com as nossas mães, que carregavam ranços morais e medos diversos. Parece óbvio esse meu relato, mas foi o que senti quando conversávamos e me inspirei a escrever este artigo. E, depois, todas as mães são mesmo óbvias. 

Na senda do bem

Dias atrás, recebi por e-mail a seguinte mensagem canalizada: “Meus Amados entendam que as situações surgem para ajudá-los. Não as vejam como problemas, mas como algo a aprender. Não diga “não mereço isso”, mas diga “O que tenho que aprender com essa situação”?. Ao dizer isso, sua mente se abre e você permite que chegue a você toda clareza e ajuda que necessitar.”Eu só resolvi abri-la depois de vários dias, porém, exatamente no dia em que me aconteceu um grande dissabor e eu precisava realmente lê-la. Muitas vezes já me aconteceu de eu estar dirigindo e me deparar com um outdoor que tem uma frase que parece um recado pra mim, naquele momento. Vocês leitores, quantas vezes estava com um problema, abriu a Bíblia e se deparou com a resposta que estava precisando? Tudo isso é muito interessante em nossa vida e devemos cada vez mais estarmos atentos aos sinais e mensagens que os seres espirituais nos passam a todo momento.Li também que as adversidades acontecem para promover nosso crescimento e nos despertar para empreendermos mudanças necessárias em nossa vida. Do contrário tendemos a nos acomodar em nossa zona de conforto e paramos de nos desenvolver. Tudo isso faz muito sentido para mim. Tenho vivido isso intensamente e acrescento o seguinte: Devemos estar sempre vigilantes e nos apercebemos dos sinais enviados a nós e estarmos conectados à nossa intuição, além de buscarmos estar presentes e conscientes de nós mesmos a maior parte de nosso tempo, pois só dessa forma podemos evitar erros tanto nos atos quanto em nossas palavras.
De uma coisa eu tenho certeza: minha passagem por este mundo não tem sido em vão. Eu me propus em caminhar na senda do Bem e sei que por muitas vezes sofrerei atentados do lado negro assim como serei cada vez mais cobrada a ser intacta em minha correção ética pela Luz. Quem possui o conhecimento e consciência é muito mais cobrado que o ignorante.

O recado de Hollywood

Interessante... Antes os filmes de Hollywood mostravam alienígenas atacando a Terra, sempre causando destruição, mostrando os mesmos como maus e os humanos como heróis. Agora, nas mais recentes produções americanas, isso se inverteu. O filme 2012 mostra o quanto o ser humano pode ser egoísta e ganancioso, mesmo quando todo o planeta está prestes a ser destruído.
Outro filme, Avatar, mostra-nos o mesmo ser humano ganancioso por poder e dinheiro, atacando e destruindo um mundo de alienígenas que vivem em harmonia plena com a natureza com princípios ético-sociais invejáveis. No trailer da animação Batalha por T.E.R.A., após a destruição de nosso planeta os últimos sobreviventes da humanidade partem em busca de um novo local para habitar e esse planeta tem uma população de alienígenas pacíficos e primitivos, que vão precisar enfrentar os humanos, decididos a tomar o novo local à força.
Pergunto: o que Hollywood está querendo nos dizer?
O astrônomo oficial do papa afirmou que “os ETs existem e são nossos irmãos”. Teólogos do Vaticano disseram que os extraterrestres também devem ser considerados “filhos de Deus”. Quanto às profecias sobre o fim do mundo, afirma-se que um dia elas se cumpririam se nós, humanos, não nos modificássemos, Mas, segundo Ramatis, “o ser humano é renitente no erro do desamor, na cobiça desmesurada, no preconceito, etc. Agora as coisas estão acontecendo. De nada adianta fugir para lugares onde supomos que não haja inundações, terremotos ou tsunamis. O que precisamos é curar as tempestades internas, os tsumamis da ingratidão, os tufões do ódio, as enchentes de desânimo e depressão”.
Talvez, redimindo-nos, poderemos ser humanos mais desenvolvidos e capazes de conviver em paz entre nós e com outros seres.

6 de set. de 2010

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?

Esta pergunta nos faz refletir a respeito de como devemos nos posicionar em relação a tantas coisas que estamos sentindo, vendo, lendo ouvindo, seja na mídia, na vizinhança, nos filmes ou mesmo dentro de nós.Vamos aos exemplos: filmes como Uma Verdade Inconveniente, O Segredo, Quem somos nós? Descobertas arqueológicas do suposto túmulo de Jesus. E o episódio com o rabino Henry Sobel? Você recicla seu lixo? Acredita que você é o que pensa e que pode conseguir tudo o que deseja? Crê na existência divina ou humana de Jesus? Continua confiando e apoiando pessoas que eram exemplo de vida para você e que em algum momento são acusadas de algum delito? São muitos os dilemas que a vida nos coloca, não é amigos? São constantes cheques-mate em nossa consciência...Eu devo dizer que existe o Bem, eu o tenho visto em muitas partes e pessoas, graças ao JORNALZEN. Eu vi uma mulher franzina, de passos leves e voz suave dominar uma platéia de 800 pessoas de bem. E fiquei muito feliz de estar daquele lado, naquele momento e acreditei mais no bom e no belo. Ela disse que somos um povo abençoado, de pessoas boas numa terra boa.Uma estrangeira, como tantos outros que reconhecem o que não percebemos e ficamos nos maldizendo o tempo todo, indo contra a lei do Segredo.
Eu vejo que existe uma quantidade de pessoas e lugares e notícias e coisas acontecendo tão boas, justas, elevadas, positivas, divinas e etc mas que ninguém fala ou mostra ou escreve na grande mídia.Tem quem admire, preserve a terra e os índios, há prefeitos que têm cuidado do meio ambiente, existem inúmeros profissionais e religiosos indicando o bom caminho, e tudo isso precisa ser mostrado também. É por isso que cada vez mais me sinto realizada e com força para ser essa voz no deserto através de nosso ainda pequeno veículo de comunicação, porém grande em seu ideal e função. Assim seja, assim é e assim será.

ALGUÉM ME RESPONDE? Novembro 2007

Demorei pra escrever este mês, pois estava tentando entender a seguinte questão: Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas? Este foi tema de um curso em São Paulo e eu comprei uma revista que falava disso pra ver se conseguia diluir a minha angústia. Foi em vão. Permaneci cheia de questionamentos e uma tristeza difusa, desde que abri o jornal e vi minha amiga , minha paciente, minha colega de trabalho (Maria Goretti Angarten) arrancada dessa vida de maneira brutal. Ela me ligou há algum tempo atrás para compartilhar que estava muito feliz, que iria se casar com o homem de sua vida. Estava feliz, pensava, falava e agia de forma sempre positiva, já que seguia à risca sua filosofia da Sei-cho-no-ie, agradecendo e reverenciando a tudo e a todos os seres. Dois seres nada humanos lhe tiraram a vida friamente e seguiram depois caminhando e conversando e no dia seguinte fizeram outra vítima. Seres que tiram a vida de uma pessoa cheia de sonhos e realizações, assim com se tira a vida de um inseto. Como se explica a lei da atração no caso da Goretti? Ela estava bem, só pensava positivamente, tanto que nem pagava plano de saúde, pois acreditava piamente em sua saúde plena de filha de Deus perfeita. Como se explica isso? Por que com ela? Neste mês passado também perdi uma tia querida que era o símbolo da alegria de viver . Finalmente em minha leitura vi que “...tanto a filosofia como o budismo e o Eclesiastes da Bíblia, concordam que  é destino humano suportar a ausência de resposta definitiva para pergunta tão complexa e também concordam que, diante de tanta incerteza, não devemos desistir de fazer surgir e viver o melhor de nossa natureza.”

Aceitar o inaceitável- novembro 2009

O mercado de ações quebrou e, por consequência, as atitudes de muitas pessoas estão desorientadas. Não quero negar a importância do dinheiro, pois sem ele não conseguimos nada neste mundo. Mas o problema é justamente esse. O dinheiro é o novo deus da humanidade. Sem ele, todos ficam perdidos, apavorados. O pânico toma conta das emoções e as pessoas paralisam-se, brigam entre si, se torturam.
Sejamos criativos e vamos viver um dia de cada vez. Os orientais passaram por muitas adversidades e acredito que é por isso que vêm deles os melhores conselhos. Um deles me soa muito verdadeiro neste momento: na adversidade devemos manter o discernimento e a serenidade. De nada adianta ficarmos apavorados, inseguros, com raiva. Isso só piora a situação. Nesses momentos de maior criticidade, devemos achar motivos para sorrir, alegrar-se com pequenas coisas e gestos, buscar pequenas compensações que nos impulsionam a seguir em frente e esperar pelo dia seguinte.
O mestre budista Geshe K.Gyatso nos diz o seguinte: “A verdadeira natureza do samsara é que seus sofrimentos são infinitos e suas alegrias, limitadas. Além do mais, sensações dolorosas só podem surgir e permanecer em nós por causa do apego. Existem muitas circunstâncias difíceis e desagradáveis das quais não podemos nos esquivar, mas certamente podemos evitar a infelicidade e a raiva que elas nos provocam. O que perturba nossa paz é a maneira como reagimos às adversidades, mais do que as adversidades em si.”
Que reflitamos sobre nossas reações frente às nossas pequenas adversidades diárias e frente a adversidades maiores, além de outras de maior monta que possam ocorrer. Devemos estar preparados, centrados e sentados na calma para sermos capazes de enfrentar qualquer situação que tivermos de passar daqui para frente. É do caos que se faz a ordem. O mundo caminha para uma nova ordem mundial, quem sabe até uma nova moeda. Rezo para que o nome da nova moeda seja Amor.

PESSOAS PRECIOSAS

Eu gosto de uma frase que a minha cabeleireira sempre diz: existem pessoas no mundo que vem para somar, para facilitar, para ajudar e outras que vem só para atrapalhar. No nosso caso, graças á Deus, nós temos encontrado muitas pessoas que vêm para somar, para ajudar, para colaborar. São pessoas comuns, empresárias, sacerdotes, são mestres, deusas, muitas pessoas. São Haroldos, Morganas, Jens, Annas, Ladas e tantas outras faces e nomes. Qualquer projeto, qualquer idéia, bem intencionada que você coloca para essas pessoas e pedem sua colaboração, prontamente elas te atendem e vêm com boas e novas ideias e fazem de tudo, sem interesse algum em causa própria. São essas pessoas que eu quero agradecer e a Deus, de ter o prazer de conviver com elas. Eu acho que fiz por merecer. Talvez em tantas vidas que venho vivendo e fazendo algo que possa merecer conviver com essas pessoas. Agradeço pela oportunidade de estar fazendo este jornal e através dele conhecer tantos seres especiais. Faço essa reflexão porque também vejo pessoas em tão más condições de vida, convivendo em lugares e situações as mais intoleráveis e indesejáveis possíveis. E cada vez mais acredito que essas diferenças tem uma raiz no passado remoto, naquilo que se semeou bem antes do que se possa conceber, somado ao que estamos plantando e produzindo em nosso presente. Então aprendo a ser grata à Fonte Superior por cada dia que desperto e adormeço, e sou grata a todas as experiências que vivo. Aquelas ruins pesam como pedras e as boas leves como pétalas se juntam e somam a minha aprendizagem que é a coisa mais preciosa que eu possuo em vida e a única coisa que levarei comigo.

BRASILEIRO EM MUTAÇÃO

O brasileiro é conhecido como sendo um povo acolhedor e caloroso, que o destaca de, e encanta outras culturas, tais como a européia e oriental. Mós somos pessoas que ao nos conhecermos passamos rapidamente do aperto de mão para o abraço e o beijo nos rosto, em São Paulo um beijo e no Rio de Janeiro dois beijos. Tudo isto já é instituído e automático, ou seja todos nós agimos assim sem pensar sobre isto. Porém, agora um novo vírus (que alguns afirmam ter sido criado em laboratório pela Novavax) tem feito com que nós tenhamos que mudar nossos hábitos. E o que quero refletir este mês com o leitor, é o quanto essa mudança de hábito é difícil. Eu por exemplo, por conta do jornal, me relaciono diariamente com diversas pessoas, clientes e amigos e à todos cumprimento com alegria, como todos os brasileiros, abraços e beijos no rosto são uma constante e à vezes já me flagrei cumprimentando uma amiga efusivamente, mesmo ela me prevenindo que estava gripada! Em tempos de gripe “suína” H1N1, isso é quase um suicídio. Fiz uma brincadeira com algumas pessoas dizendo que agora a saudação oficial do mundo deveria ser o Namastê (postar as mãos unidas e fazer reverência com a cabeça) assim como os indianos, o que atualmente está até em moda global. Mas depois fiquei um pouco deprimida, pensando o quanto estão roubando da nossa espontaneidade e o quanto é difícil mudarmos esta forma calorosa de nossos encontros. Vocês têm sentido isso também? Não chego a nenhuma conclusão no momento, mas acredito ser algo que devamos levar em consideração. Estamos em constante mutação a cada novo tempo um novo vírus e um novo padrão global de atitudes e precisamos constantemente nos adaptar seja imunologicamente ou comportamentalmente, Ou não?

NINGUÉM É NORMAL

Já dizia o grande poeta Caetano Veloso, de perto ninguém é normal! Ultimamente eu estou em choque e tenho me deparado com pessoas e situações absolutamente bizarras e surreais. Vocês estão vendo também: um médico pervertido acusado de molestar suas pacientes que deveria curar. Um pastor acusado como chefe de quadrilha, que engana pessoas que depositam nele a sua fé. Políticos que mentem e prejudicam o povo que eles prometeram ajudar. Meus queridos leitores, nas minhas andanças eu vi um terapeuta alcoolizado tentando conduzir um grupo, quando o esperado é que este condutor seja o mais lúcido. Eu vi um “coaching” charlatão, enganar várias pessoas tanto as mais simples quanto as mais intelectualizadas. Eu vi profissionais da saúde acabar de atender e sair para fumar um cigarro. Eu vi uma pessoa que coordena um grupo, falando mal de alguns participantes e depois vi um outro participante falando mal desse grupo, e todos continuando a conviver naturalmente. Eu vi uma conhecida cantora “viajar” cantando o hino nacional num evento público e todos fazendo cara de que estava tudo bem. Eu não estou me colocando no patamar dos normais, aliás como diz o mestre Hermógenes, quero longe de mim a “normose”. Talvez eu esteja muito intolerante, mas eu não estou mais agüentando tanta falta de bom senso! Se isso, como alguns dizem é o final dos tempos, às vezes parece até uma boa idéia. Mas por outro lado podemos pensar que chegou aquele momento bíblico de ficar clara a separação do joio e do trigo. É chegado o momento de cair as máscaras! Fiquem atentos, pois isto acontece nas melhores famílias e nas melhores castas da sociedade. Entre os mortos e os feridos quem se salvará? Me desculpem o amargo da língua.

2 de set. de 2010

Satisfação

Participei recentemente de um satsang com Marco Schultz –que, para quem não sabe, é um bom moço de 38 anos, iogue de Florianópolis, com olhos doces e fala sábia. Uma das muitas verdades que ele nos falou entre um e outro kirtan (cântico indiano) que cantava com o seu grupo, é a de que nos tornamos mais felizes quando cumprimos nosso dharma (missão) com satisfação, o que eles sentiam naquele momento em que compartilhavam conosco.
Dois dias depois, ouvi as mesmas palavras sábias, desta vez de uma simplória senhora sentada numa fila de espera, em um posto de atendimento público. Ela dizia para outra senhora: “Eu adoro ajudar as minhas filhas, cuidar de meus netinhos, limpar a minha casa, que é pequenininha mas é tudo limpinho. Quando deito, durmo a noite inteirinha.” No mesmo instante em que ouvi essas frases, relacionei o pensamento desses dois personagens: a mesma sabedoria, vivenciada de maneiras tão diversas. A primeira vem com a cor do chão dos mosteiros da Índia e a segunda, com a cor do chão de terra batida do Brasil.
A satisfação de viver e fazer aquilo que se propõe da melhor maneira possível e com paixão. Essa é a sabedoria comum, que une mundos tão distintos, que enriquece nossa caminhada evolutiva, que nos faz dormir como anjos, a noite inteirinha. A satisfação do dever cumprido, mas feito com paixão.
Neste momento, não consigo deixar de me perguntar: como seria o contexto político se cada candidato, ao invés do interesse financeiro, buscasse seu lugar na cadeira do Legislativo ou do Executivo pela verdadeira vocação? Ou ainda pela verdadeira satisfação de cumprir seu dharma? Certamente as eleições seriam um evento prazeroso para os eleitores: escolher dentre os que tivessem mais paixão pela sua missão e não o que estamos assistindo, em que vence aquele que tem mais milhões para sua campanha.

Levantando a bola

Quando ouvi Valcapelli, nosso entrevistado deste mês, afirmar que o JORNALZEN nasceu em Indaiatuba, está crescendo em Campinas e irá prosperar em São Paulo, foi como se estivesse falando de um filho, e isso me encheu de orgulho. Mas é um orgulho que não leva à arrogância, pois somos bem conscientes do trabalho que nos dá criar essa criança. São nos dias mais difíceis, como todos nós temos, que faço questão de lembrar de manifestações espontâneas como essas, sejam de nossos entrevistados, nossos leitores ou nossos anunciantes.
Todos os treinadores motivacionais aconselham os vendedores e executivos em geral a acordarem pela manhã (principalmente naquelas manhãs mais difíceis) e dizerem para si mesmos no espelho o quanto são maravilhosos. Hoje, o JORNALZEN ganhou uma dimensão regional e está cada vez mais presente na Capital, pois tem sido reconhecido pela sua qualidade editorial e pela carência que todos sentem do tipo de leitura oferecida pelo jornal. Somos “zen fronteiras” e, podem acreditar, tanto internas quanto externas. Nossa linguagem é universal, pois é a linguagem do amor.
Aqueles que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir percebem que cada vez mais precisamos refletir e espalhar o amor, seja em palavras, em atitudes ou em pensamentos. Somente através dele nosso planeta poderá ser salvo. Somos beija-flores, como os aprendizes da Unipaz, pois estamos fazendo a nossa parte, de levar água no bico para apagar o incêndio da floresta, disseminando a paz.
Repito: não quero parecer arrogante. Reconheço desde sempre nosso tamanho, e justamente por isso é possível crescer e evoluir, com humildade, trabalho duro e incansável de formiguinha. Por isso, mais uma vez uso a frase de nosso saudoso poeta Mário Quintana : “Para aqueles que atravancam meu caminho, eles passarão; eu passarinho...”

GRANDES MESTRES

Fui assistir ao filme biográfico de Chico Xavier, e como todas as pessoas que saem da sessão, eu também sai emocionada. Me veio um sentimento que eu gostaria de refletir com vocês: ao ver sua história, os sofrimentos pelo qual ele passou e a forma como reagia às dificuldades, parece que nos desperta uma vontade de ser bom, de fazer o bem, de ter mais compaixão e compreensão pelas pessoas. E por isso mesmo nos faz parecermos muito pequenos e mesquinhos em nossas picuinhas cotidianas. Ter o olhar de Chico Xavier é ter um olhar supra-humano, um olhar de quem está em conexão com a alma. Este olhar está além das pequenas mazelas sofridas por nós, tem um entendimento mais amplo de nosso propósito maior. “Quando o homem emocional se dedica à alma, o amor aflui, e assim pode servir”.
Quando entrevistei a Lama Tsering Everest, que veio fazer uma palestra no GEA(Grupo de Estudos do Amor) em Campinas, ela disse algo muito significativo semelhante ao que me refiro acima. Ela disse que devemos saborear intensamente cada dia vivido, aproveitarmos cada momento com satisfação, não perdermos nosso tempo tentando ter sempre mais, com medo de perder, tentando evitar críticas ou tentando ganhar elogios. Porque hoje pode ser o último dia de nossas vidas, pois nós não sabemos. Porque todas as coisas e pessoas são impermanentes. Então diga aos seus filhos que você os ama, seja generoso com as pessoas, ofereça seu tempo, a sua atenção, seja bondoso, ofereça os seus recursos, ofereça o que você puder oferecer. Seja generoso,pois a generosidade é a fonte que vai nos trazer felicidade. Nós não temos nada nessa vida que podemos manter para nós e de fato não sabemos se vamos ter o dia de amanhã. Então é o dia de hoje que nós aproveitamos, desfrutamos e sermos bondosos com as pessoas, porque o dia de hoje também pode ser o último dia dessa pessoa.
Dessa forma, penso que nós devemos assistir filmes e ler livros de grandes homens, que foram exemplo de humanidade, para que possamos nos lembrar e nos reconectar à nossa essência mais pura, que todos possuímos e nos esquecemos, nos perdendo no Véu de Maya da ilusão cotidiana.