Nunca um ditado popular se confirmou tão verdadeiro quanto aquele que diz: nunca julgue ninguém pela aparência ou nunca julgue um livro por sua capa antes de conhecer seu conteúdo. O fato recente da escocesa Susan Boyle, que se apresentou em um programa de calouros chamado Britain’s Got Talent, veio confirmar isso em sua essência.
As pessoas que riram de sua aparência e dos sonhos que compartilhou com o público de maneira alegre e ingênua, quase infantil, ficaram envergonhadas e emocionadas com sua própria ignorância depois que ouviram as primeiras notas cantadas por ela. Quando um dos jurados fez uma expressão desdenhosa, ao perguntar sua idade, ela respondeu “47” , rebolando como uma criança, e disse: “E isso é apenas uma parte de mim”. Para bom entendedor, ela estaria sinalizando que essa aparência não é tudo o que possui.
A mídia, que representa o pensamento da maioria, fez dela um sucesso, tendo sido acessada no You Tube por mais de 18 milhões de pessoas (mais do que a posse de Barack Obama).
E agora, a mídia que mostrou a vergonha daqueles que a ridicularizaram é a mesma que está tentando mudá-la, torná-la socialmente apresentável, chegando até a convidá-la para posar para uma revista masculina, depois de ela ter afirmado que nunca havia beijado alguém. Susan, por sua vez, em sua simplicidade, voltou para seu vilarejo e afirmou ao batalhão de repórteres que se aglomeravam em frente à sua casa que ela só queria que sua mãe (já falecida) pudesse vê-la em sua apresentação, porque sempre foi sua maior incentivadora. E que o que ela realmente deseja é continuar sua vida no vilarejo onde mora e é feliz.
Com tudo isso, qual a reflexão que podemos fazer? Parece que todos tiveram a oportunidade de aprender algo no momento em que se emocionaram e se envergonharam pelo que fizeram, mas no final, passada a emoção, não aprenderam a lição e continuam insistindo em corromper o lado mais puro da alma humana. Lamentável!
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