O mercado de ações quebrou e, por consequência, as atitudes de muitas pessoas estão desorientadas. Não quero negar a importância do dinheiro, pois sem ele não conseguimos nada neste mundo. Mas o problema é justamente esse. O dinheiro é o novo deus da humanidade. Sem ele, todos ficam perdidos, apavorados. O pânico toma conta das emoções e as pessoas paralisam-se, brigam entre si, se torturam.
Sejamos criativos e vamos viver um dia de cada vez. Os orientais passaram por muitas adversidades e acredito que é por isso que vêm deles os melhores conselhos. Um deles me soa muito verdadeiro neste momento: na adversidade devemos manter o discernimento e a serenidade. De nada adianta ficarmos apavorados, inseguros, com raiva. Isso só piora a situação. Nesses momentos de maior criticidade, devemos achar motivos para sorrir, alegrar-se com pequenas coisas e gestos, buscar pequenas compensações que nos impulsionam a seguir em frente e esperar pelo dia seguinte.
O mestre budista Geshe K.Gyatso nos diz o seguinte: “A verdadeira natureza do samsara é que seus sofrimentos são infinitos e suas alegrias, limitadas. Além do mais, sensações dolorosas só podem surgir e permanecer em nós por causa do apego. Existem muitas circunstâncias difíceis e desagradáveis das quais não podemos nos esquivar, mas certamente podemos evitar a infelicidade e a raiva que elas nos provocam. O que perturba nossa paz é a maneira como reagimos às adversidades, mais do que as adversidades em si.”
Que reflitamos sobre nossas reações frente às nossas pequenas adversidades diárias e frente a adversidades maiores, além de outras de maior monta que possam ocorrer. Devemos estar preparados, centrados e sentados na calma para sermos capazes de enfrentar qualquer situação que tivermos de passar daqui para frente. É do caos que se faz a ordem. O mundo caminha para uma nova ordem mundial, quem sabe até uma nova moeda. Rezo para que o nome da nova moeda seja Amor.
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