Fui assistir ao filme biográfico de Chico Xavier, e como todas as pessoas que saem da sessão, eu também sai emocionada. Me veio um sentimento que eu gostaria de refletir com vocês: ao ver sua história, os sofrimentos pelo qual ele passou e a forma como reagia às dificuldades, parece que nos desperta uma vontade de ser bom, de fazer o bem, de ter mais compaixão e compreensão pelas pessoas. E por isso mesmo nos faz parecermos muito pequenos e mesquinhos em nossas picuinhas cotidianas. Ter o olhar de Chico Xavier é ter um olhar supra-humano, um olhar de quem está em conexão com a alma. Este olhar está além das pequenas mazelas sofridas por nós, tem um entendimento mais amplo de nosso propósito maior. “Quando o homem emocional se dedica à alma, o amor aflui, e assim pode servir”.
Quando entrevistei a Lama Tsering Everest, que veio fazer uma palestra no GEA(Grupo de Estudos do Amor) em Campinas, ela disse algo muito significativo semelhante ao que me refiro acima. Ela disse que devemos saborear intensamente cada dia vivido, aproveitarmos cada momento com satisfação, não perdermos nosso tempo tentando ter sempre mais, com medo de perder, tentando evitar críticas ou tentando ganhar elogios. Porque hoje pode ser o último dia de nossas vidas, pois nós não sabemos. Porque todas as coisas e pessoas são impermanentes. Então diga aos seus filhos que você os ama, seja generoso com as pessoas, ofereça seu tempo, a sua atenção, seja bondoso, ofereça os seus recursos, ofereça o que você puder oferecer. Seja generoso,pois a generosidade é a fonte que vai nos trazer felicidade. Nós não temos nada nessa vida que podemos manter para nós e de fato não sabemos se vamos ter o dia de amanhã. Então é o dia de hoje que nós aproveitamos, desfrutamos e sermos bondosos com as pessoas, porque o dia de hoje também pode ser o último dia dessa pessoa.
Dessa forma, penso que nós devemos assistir filmes e ler livros de grandes homens, que foram exemplo de humanidade, para que possamos nos lembrar e nos reconectar à nossa essência mais pura, que todos possuímos e nos esquecemos, nos perdendo no Véu de Maya da ilusão cotidiana.
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