E se um ex-presidiário começasse a fazer um discurso pedindo ajuda dentro de uma igreja, antes da missa, na frente dos fiéis? Chamariam a polícia para levá-lo, porque fere as regras sociais da igreja. E se uma mulher fosse acusada de adultério no Irã? Seria apedrejada, porque faz parte das leis locais.
Esses dois exemplos são fatos. O primeiro ocorreu numa cidade da região e o segundo está acontecendo bem distante de nós, mas ambos exigem uma reflexão. E se esse cidadão fosse Cristo em seu retorno, para testar o apoio dos cristãos? E se essa mulher fosse um teste para Ele saber se os humanos entenderam o seu sermão quando falou sobre atirar a primeira pedra aquele que nunca pecou?
Hoje, não existe mais a punição da crucificação, mas existem outras formas de rechaçar alguém, seja por meio da repulsa, do desprezo, do preconceito ou da falta de compaixão. O sagrado está em todos os lugares, coisas e pessoas. Deus está em toda parte, somos sua imagem e semelhança e contamos com as portas abertas dos templos e dos corações humanos que o representam na Terra. O mais irônico é que o tema do sermão do padre naquela missa foi sobre acolhimento. E a ironia, no caso da iraniana, é a nova interferência de nosso presidente como mediador.
E, por favor, não pensem que estou criticando ou negando uma religião em detrimento de outras. Não discuto religião. Não acredito em verdades absolutas. Não aceito as palavras vãs, a arrogância ou os jogos de poder. Estou apenas relatando fatos reais, para que cada um que lê este artigo tire suas próprias conclusões – o que, aliás, ocorreu com cada uma das pessoas que assistiram a essas cenas. Aquele cidadão, acuado, chorou na frente de todos. Choraram os filhos da iraniana implorando ajuda mundial. As pessoas choram por dentro, num misto de surpresa e decepção. Cristo chora neste momento ao constatar que o nosso mundo está longe de estar preparado para o Seu retorno.
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