Todos os meses tenho a sagrada obrigação de escrever minha coluna e geralmente deixo para a última hora. Daí, sento decidida e vem a inspiração. Como tenho a incumbência de cobrar textos de nossos colunistas, sei o quanto é difícil ter inspirações com data marcada. Mas isso descortinou um novo mundo em minha vida: o mundo da escrita.
Sou psicóloga de profissão e sempre gostei mais de falar, estar com uma pessoa ou de preferência falar com grupos. Surpreendentemente, parece que isso agora se inverteu. Não que tenha deixado de gostar de estar com as pessoas, mas tenho me realizado muito ao poder escrever para elas, e tenho ficado gratamente surpresa com as manifestações espontâneas de quem lê minha coluna mensal. Por isso, resolvi escrever sobre o prazer da escrita e vou além: tenho sonhado acordada em me tornar no futuro uma escritora de verdade e estou começando meu primeiro projeto.
No momento me dedico a escrever sobre minhas experiências com os entrevistados do JORNALZEN. Um livro no qual, além das entrevistas reunidas, relatarei os bastidores de cada uma delas. São tantas as curiosidades, emoções e descobertas que daria um livro à parte.
Escrevo tudo isso porque quero compartilhar com meus leitores essa minha intenção, e com isso assumir aqui o compromisso de cumpri-lo. Meu marido e editor deste jornal é que é o escritor da casa – e por sinal, muito bom escritor, porque sempre foi também um bom leitor. De minha parte, sempre fui mais preguiçosa para ler, porém parece que desenvolvi espontaneamente uma forma de escrever, como se estivesse falando com alguém (foi o que um leitor me disse certa vez). Talvez seja essa a razão pela qual tenho conseguido me expressar por meio da escrita e tomar tanto gosto pela coisa. Agradeço a meus leitores, pois devo a eles minha nova paixão.
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