22 de set. de 2010

TRABALHADORES DA LUZ

Refiro-me às pessoas que vêm ao mundo dotadas da capacidade de coragem, solidariedade, compaixão e espírito de justiça e que fazem a diferença nos momentos de grande transformações, tanto em níveis individuais, quanto coletivos. Pessoas dispostas a arriscar as próprias vidas para salvar outra.
Lembramos imediatamente de Cristo, que deu sua vida para salvar a humanidade. Pois é essa analogia mesmo. É esse espírito crístico que nos faz capaz de enfrentar duras provações para tentar salvar uma vida, seja ela humana, animal ou vegetal.
Esses trabalhadores estão em todos os lugares e têm várias faces. Seja um homem culto e refinado, que nos esclarece sobre a vida ou a ciência; um espiritualista que nos oferece caminhos de paz; um homem simples do povo, que salva alguém se afogando numa enchente; ou um militante verde que luta pela sobrevivência das florestas. Eles existem e mantêm a força do bem em detrimento das forças daqueles que querem destruir, seja por meio de mísseis, do desmatamento ou da política do pão-e-circo, que leva falsa alegria ao povo.
Exemplo prático? Shows em homenagem ao meio ambiente, no qual aumentam a emissão de carbono, onde as pessoas bebem e jogam suas latas e lixo por todo lado e os organizadores aparecem bonito como promovedores do bem. Como dizia o poeta: “Ê, vida de gado! Povo marcado, povo feliz!”.
Vamos despertar antes que seja tarde. Caminhar em direção de sua própria Luz, de sua interioridade, de seu silêncio, de sua verdade. Parar de caminhar em bloco, como gado, deixando-se ser levados para a arena, que aparentemente é bonita, iluminada, mas guarda a intenção da morte de sua individualidade, de seu próprio poder de ser um trabalhador da Luz.

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