28 de fev. de 2012

TER AMIGOS



Todos sabemos, e é comprovado cientificamente, que ter amigos faz bem para a saúde mental e até mesmo física, aumentando as chances de longevidade. O afeto que damos e recebemos ao compartilhar uma amizade sincera ou uma vida social saudável aumenta a produção de serotonina, que por sua vez aumenta a capacidade imunológica do organismo.
É importante ter uma amiga ou amigo para compartilhar um segredo, uma angústia que nos oprime, uma preocupação, uma dificuldade concreta. Nossos amigos sempre encontram uma solução para os nossos problemas. Às vezes você não tem coragem de pedir alguma coisa para alguém da família, mas para um amigo tem, e ele sempre te ajuda. E não precisa ficar dando desculpas ou explicando muitas coisas, pois ele te entende, te conhece e também confia em você. Às vezes te ajuda com uma palavra, às vezes com um colo para chorar, às vezes para sair e dar muitas risadas, ficar de bobeira, fazer companhia num evento formal e até te socorre financeiramente.
Quando você fica anos afastado de um amigo e o reencontra, tem a sensação de ter conversado com ele um dia antes, tal a naturalidade com que flui a conversa. É um sentimento sublime, que se não existir num relacionamento de casal, este não sobrevive. Graças a Deus sempre tive amigos e sempre tive boa saúde. Tenho vários grupos entre os quais compartilhamos conhecimentos intelectuais, culturais e espirituais. E tenho amigas em especial. Uma delas inspirou-me a escrever este artigo, pois ajudou a resolver um problema sério. Outra está no exterior, e aguardo ansiosamente seu retorno. E as outras estão bem perto ou em outra cidade. Tenho certeza que minhas amigas-mulheres-irmãs, ao lerem este artigo, saberão de que falo delas. Porque amiga é assim – sabe da importância que tem.

E A BATALHA CONTINUA...



Recentemente, neste ano cabalístico 4, ocorrem quatro eventos marcantes. Um rapaz tomado de fúria patológica assassinou dezenas de adolescentes inocentes. Sathya Sai Baba, “avatar indiano do amor”, considerado um deus vivo por milhares de devotos, deixa seu corpo físico, na manhã da Páscoa cristã (mesmo dia que simboliza a ressurreição de Cristo).
Alguns dias depois tomamos conhecimento do surpreendente assassinato do inimigo público número 1, Osama Bin Laden, quase no mesmo dia em que ocorria a canonização do papa João Paulo II. Baixas equilibradas entre o bem e o mal, importantes para a nossa reflexão, pois da noite para o dia deparamos com notícias que abalam nossa segurança, denunciam nossa fragilidade e restabelecem nossas forças.
Sathya Sai Baba foi o grande inspirador do JORNALZEN, com o objetivo de propagar, através de um meio de comunicação, os valores universais exercidos por ele: amor, verdade, retidão e paz.
Assim, prestamos-lhe homenagens e esperamos que todos aqueles que caminham na senda do bem possam ser cada vez mais fortalecidos a cada novo acontecimento daqui para frente, tanto os positivos quanto os negativos.
Que estejamos cada vez mais unidos, vigilantes e ativos na preservação de nossa humanidade e de nosso planeta. O momento requer tal dedicação, principalmente das pessoas iluminadas, que reconhecem o período de transição que certamente levará a tempos mais evoluídos. Om 

ALGEMAS DE OURO



Esta semana conversei com uma mulher muito inteligente, que ao longo de sua carreira profissional atingiu o topo na empresa. Preparada para ser presidente, sentia-se presa em algemas de ouro. Deixou as amarras, hoje ganha a metade, mas trabalha em prol da paz. Transforma a história de sua época e sente-se realizada. Por outro lado, tenho observado outras pessoas que muitas vezes amoldam seus pulsos frágeis por causa do medo da mudança e acabam tornando essas algemas uma extensão do próprio corpo e da alma.
Na maioria das vezes é muito difícil sair da zona de conforto de seu casamento, de seu clube, de seu esteticista, de seu shopping e ter de encarar os monstros possíveis do despertar. Por isso só procuram uma terapia ou informações que possam transformá-la, quando estão no final da curva, quando estão destroçadas.
Sair do mundo de Alice é doloroso, porém necessário. Com o nosso tempo e planeta em constantes mudanças, não dá pra continuarmos em nossos mundinhos protegidos. Temos de participar, unir-nos cada vez mais. Devemos nos fortalecer intimamente e são vários os recursos para isso. Não devemos nos limitar a doar um dinheirinho por mês às instituições de caridade e, sim, colocarmo-nos à disposição para cuidar, reciclar, educar, contar histórias e muito mais, dedicando nossa alma ao bem dos menos favorecidos. Dessa forma, favorecermos a nós mesmos e à nossa alma. Vibrarmos em uníssono na compaixão daqueles que sofrem, trabalhando pela paz de todos com inspiração e transpiração.
Deixem o medo e o comodismo de lado e descubram a riqueza de suas almas aprisionadas pelas algemas de ouro.

NA ONDA DA MULHER

Na onda da mulher

A mulher está “na moda”, pelo menos no Brasil. Desde que Dilma Rousseff foi eleita presidente, vem se estabelecendo uma onda de valorização da mulher nos mais variados setores de trabalho e da sociedade. No Brasil, é assim. Vivemos ondas midiáticas e arquetípicas que determinam pensamentos e comportamentos de massa.
Atualmente, temos notícias de empresas que priorizam e contratam mais mulheres em seus quadros, em diversas funções. Embora tenha crescido a participação das mulheres no mercado de trabalho, os salários continuam menores em relação a homens que exercem o mesmo cargo.
Hoje temos mulheres ocupando outros postos, até em campos comumente masculinos, como o futebol. Na política, de uma forma geral aumentou muito o número de cargos de ministras e secretárias em diversas capitais. Outro exemplo é a nomeação da delegada Martha Mesquita Rocha para a chefia da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que passa a ser a primeira mulher a comandar cerca de 12 mil policiais.
Grupos de mulheres são formados nas mais diversas partes do mundo. Eu mesmo participo de um desses, uma vez por mês, no qual podemos trocar experiências, acolhimentos, conselhos de sabedoria vivencial, orações, danças, artes e quitutes. Tudo isso é extremamente saudável e nos preenche e fortalece muito.
Geralmente os homens não entendem esse comportamento, que é quase que instintivo em nosso gênero, e perdem a oportunidade de tentar fazer o mesmo e se fortalecerem emocionalmente. Dessa forma, reduziriam drasticamente as possibilidades de, por exemplo, sofrer um infarto e seriam muito mais criativos e inteiros.
Sinceramente, espero que essa onda não seja passageira e que de fato nós, mulheres, possamos enfim circularmos à vontade neste mundo. 

15 de fev. de 2011

MILAGRE DA ALEGRIA

Nesta edição iria escrever sobre a tristeza sentida ao perder nosso leitor e amigo Péricles Previtalli, que fez sua passagem no final de janeiro. Um mês antes ele havia sido sorteado em uma de nossas promoções. Na oportunidade, conversamos muito, até sobre vida e morte, e ele pediu uma cópia de sua foto para guardar de recordação, e me cobrava isso com urgência, como que sentindo seu curto tempo.
Vocês repararam como as pessoas percebem quando estão partindo?  Mas o que quero mesmo é escrever sobre a alegria, a mesma que o sr. Péricles tinha e com a qual contagiava a todos que conhecia. Da mesma forma, e com igual entusiasmo pela vida e pela liberdade de expressar seus sentimentos e ideias, a entrevistada desta edição, a poeta e escritora Arita Pettená.
Para completar este quadro, estou retornando de uma experiência que me trouxe muita alegria. Participei da primeira aula de paneuritmia. Essa técnica surpreendente está descrita numa matéria especial nesta edição. Alegria também é a palavra que descreve Petrus Schoenmaker, um conhecido facilitador de danças circulares sagradas e folclóricas na vizinha e bucólica cidade de Holambra. Contagiei-me por seu entusiasmo e por sentir ressoar em mim como um caminho verdadeiro. É com o mesmo entusiasmo que recomendo às pessoas que me leem neste momento a conhecer essa modalidade de dança circular, oferecida gratuitamente. Trata-se de um trabalho espiritual, também chamado seva (em sânscrito) ou serviço, que expressa o fato de passarmos para a humanidade um conhecimento que traga evolução ao ser humano, seja espiritual, intelectual ou social. Assim também funciona a Educação em Valores Humanos de Sathya Sai Baba ou os passes no espiritismo.
Concluindo: somos todos merecedores dos milagres, assim como somos todos capazes de realizá-los. “Trabalhe para Deus que Ele trabalha para você”.

‘‘DESACELERA, AYRTON!"

Novo ano. Novos planos. Se pensarmos numa dimensão maior, o espaço-tempo não existe. Um ano pode significar um átimo de segundo na eternidade, mas nós, humanos, precisamos medir o tempo para nos situar, então inventamos as horas, os dias da semana, o término e começo de um ano. Dessa forma nos é dada a oportunidade de limpar o passado e recomeçar para mudar o futuro, e isso é saudável.
Tem a ver com uma famosa frase de Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. De acordo com essa filosofia, tenho feito uma proposta a mim mesma, a qual gostaria de estender a todos: vamos desacelerar!
Depois de refletir sobre a teoria da ressonância de Schumann, segundo a qual a aceleração da Terra aumentou, causando-nos a sensação de termos menos tempo e de que ele está passando rápido demais (você sentiu 2010 passar?), após a febre do “chegar primeiro”, iniciada nos anos 80 com os yuppies, a próxima tendência será uma necessidade de voltar ao passado, quando tínhamos mais tempo para conversar com o vizinho ou preparar nosso almoço.
Na Europa, está forte o movimento slow food (assunto de artigo publicado na edição de Julho/2010 do JORNALZEN), com crescente número de adeptos em todo o mundo, até no Brasil. Se diminuirmos um pouco nosso ritmo frenético, afetaremos positivamente no aceleramento da rotação da Terra, no aquecimento global, no desmatamento. Produzir menos e com mais qualidade, mais devagar e com maior precisão. Com certeza teremos menos acidentes, mais trocas afetivas, menos erros e mais sabor.
Esse é o meu plano para o novo ano. Sei que não será nada fácil, pois me habituei a essa roda viva. Mas como todo hábito, devemos ir substituindo, inserindo o novo hábito que sem percebermos se instala e se impregna em nosso cotidiano. Um lento 2011 para todos!