22 de nov. de 2010

DO VELHO E DO NOVO

Nos últimos meses vivi experiências que me fizeram refletir a respeito de preconceitos que se observam em nossa sociedade, no que diz respeito aos novos e aos velhos profissionais no mercado de trabalho. Coincidentemente, estou escrevendo sobre eles no feriado do Dia do Trabalhador.
Nas duas situações a seguir, quero deixar registrado publicamente minha gratidão a esses profissionais. O primeiro, um jovem odontopediatra, Gabriel Politano, professor da PUC-Campinas, que juntamente com sua também jovem equipe fez uma cirurgia primorosa em minha filha. Do outro lado, no outro extremo, Edvaldo Dias, meu mais novo amigo, que devido a uma aposentadoria precoce, apesar de sua experiência e competência, não lhe abriram mais as portas. Hoje, é nosso braço forte.
A força de trabalho e competência não tem idade, só tem dedicação. E mais uma vez quero denunciar neste espaço a permanência das pessoas em falsas crenças. Acredita-se que o jovem profissional não tem experiência e o velho não é produtivo. Pois entendo que o jovem recém-formado está mais atualizado, o que o torna apto a experienciar novas medidas, seja qual for sua área. Porém, deve fazê-lo sem arrogância e com responsabilidade. O velho profissional carrega a malícia das entrelinhas de suas vivências, o que o torna extremamente capaz. Porém, há que se valorizar e não se entregar ao comodismo. Algumas grandes empresas “antenadas” estão dando sinais de mudança, mas a grande maioria continua agindo com preconceito.
Minha intenção é que possamos refletir sobre como encaramos essas questões e o que estamos fazendo efetivamente para que as coisas aconteçam baseadas em paradigmas mais humanos e libertários.

A PLENITUDE DO PRESENTE

Estes dias, pela manhã, ainda sonada enquanto preparava o café, coloquei a água fervente através do porta-filtro, que de repente escorregou. Senti uma dor profunda da queimadura da água no meu pé, além de constatar a grande sujeira que se espalhou pelo chão da cozinha. A dor me despertou e me forçou a ficar presente na situação.
Há alguns meses participei de um seminário com Pierre Weil na pós-graduação que estou cursando na Unipaz. O tema do seminário era “A arte de viver em plenitude” e dentre tantos insights e ensinamentos que o mestre passou, um deles me marcou: o da necessidade de estarmos verdadeiramente presentes em cada pequeno acontecimento em nossas vidas. Somente dessa forma podemos viver em plenitude, mas infelizmente nossas mentes às vezes estão tão distraídas ou preocupadas que fazemos as coisas automaticamente. E é nessas horas que ocorrem os acidentes. Acordei com a minha dor e mesmo com toda a ardência tive de limpar o chão da cozinha, enquanto tive outro insight. Para mim, ficou clara a diferença entre ser uma criança e um adulto, pois nessa mesma situação a criança pode até levar uma bronca mas a responsabilidade de limpar a sujeira e cuidar do machucado é do adulto que a assiste, enquanto nós, adultos, além de sofrermos a dor e o arrependimento de uma “besteira” que fizemos, temos de consertá-la. Ninguém fará isso por nós.
Conclusão: estejamos atentos a todas as nossas atitudes e sentimentos; estejamos realmente presentes de nós mesmos para que não precisemos sufocar a dor e ter de consertar o que muitas vezes não tem volta.

8 de nov. de 2010

‘Silvias’ do Bem

Este mês, quero falar de uma Sílvia. Não eu (até porque meu nome não tem acento...), mas a Dra. Sílvia Bellucci, que tive o prazer de conhecer para a ‘Zentrevista’ desta edição.
Da mesma forma quando entrevistei outra Silvia – Brandalise, do Centro Boldrini –, fiquei tocada com o trabalho desenvolvido no Centro Corsini em benefício dos portadores de HIV. Principalmente quando fiquei sabendo do uso de terapias complementares, como as maravilhosas essências florais, no processo de tratamento desses pacientes.
Não por acaso estamos nos referindo a uma pessoa efetivamente do Bem, que tem sensibilidade para a profundidade do ser humano e segue fielmente os princípios de seu mestre, Dr. Antonio Carlos Corsini, mentor do legado tão bem conduzido pela Dra. Sílvia Belluci, um verdadeiro anjo entre nós.
Personagens como a Dra. Sílvia mereceriam páginas e páginas deste jornal. De qualquer forma, o leitor tem sido privilegiado com marcantes (Z)entrevistas em espaço dos mais nobres em nossas edições. A desta é uma delas, e uma página foi pouco.
Se há um paralelo entre as ‘Silvias’ citadas, diz respeito à capacidade de muito fazer sem tanto exigir. Tal desprendimento se revela alentador em um mundo tão conturbado, nos enchendo de esperança quanto a dias melhores.
Compartilhar, de alguma forma, do abnegado trabalho destas ‘Silvias’ me leva, humildemente, a me juntar a elas na nobre missão de fazer o bem, essencial proposta do nosso jornal. Temos muito a ver, é verdade, mas nada comparável à grandeza das duas ‘Silvias’ que fazem a história de Campinas.   

29 de out. de 2010

PRODUZIMOS

Todo ser vivente produz alguma coisa, e nossa produção pode ser boa ou ruim, para o bem ou para o mal.
No Brasil, produzimos milhões de toneladas de lixo diariamente, enquanto outros sobrevivem dele. Milhares de madeira e carne mortas são extraídas de árvores e animais. Enquanto isso, outros trabalham para preservá-los.
Alguns jornais produzem boa informação, outros produzem pânico; outros, ainda, produzem interesses políticos e comerciais, sem nenhum critério editorial. Alguns políticos “vivos” produzem ações de interesse próprio, que prejudicam o povo, e outros políticos, já mortos, levam consigo a ética esperada pelo mesmo povo. Alguns homens, apesar de sua nobreza, esbanjam simplicidade e outros, nem tão nobres, tropeçam em sua arrogância.
Vivemos num mundo de opostos, que nos revela nossa caminhada em relação à nossa própria produtividade. “Cada criatura, desse modo, produz conforme os agentes em que se inspira”. Reflitamos, pois, o que estamos produzindo em nós, em nossas vidas, em nosso planeta. Não pensemos em quantidade e, sim, na qualidade de nossas ações. Não pensemos apenas em nossa evolução, mas na evolução do nosso entorno, e mais ainda, de nossa civilização. Se fizermos por nós num primeiro momento, estaremos emitindo uma onda restauradora, capaz de influenciar quem está por perto e até onde não podemos imaginar, formando uma grande onda quântica que vibra em todos os seres.
“Permanecei em mim e eu permanecerei em vós” - Jesus (João, 15:4)

2008 Cumprindo a missão

Três anos é tempo suficiente para dizer: eu existo! De fato, e cada vez mais, o JORNALZEN dá o seu recado, com particular deferência aos que apóiam nossa empreitada, sejam leitores, colaboradores ou anunciantes. Tenho a dizer: muito obrigada!
Temos tido particular satisfação com as generosas manifestações a nós dirigidas. Nada é mais prazeroso para um jornalista ou empresário de comunicação do que o retorno de seu público. Em especial, no nosso caso, o retorno ultrapassa a mera demagogia para se firmar como expressão da mais pura emoção.
Fazer um jornal é tarefa das mais árduas, em suas mais diversas etapas. Há quem se aventure a tanto, sem ter a devida noção da intrínseca responsabilidade profissional da atividade. Quando, no entanto, tal ofício tem como pano de fundo proposta das mais nobres, o caminho se abre, ainda que exija vocação e competência.
A experiência que temos tido é das mais gratificantes. Exige inúmeros sacrifícios, que sem dúvida valem a pena. Estamos conquistando respeito de muita gente com uma postura fundamentada na seriedade – como atesta o relato do entrevistado desta edição, o renomado astrólogo Oscar Quiroga.
Há muito a se fazer, entretanto. Temos metas a serem atingidas. Trabalho é o que não falta. A exemplo do que ocorre até aqui, contamos com aqueles que têm no autoconhecimento a essência de um estilo de vida que visa, antes de tudo, servir. Essa é a essência da boa filantropia. Há muito sendo feito nesse campo. Estamos aqui para divulgar tais iniciativas.
O que sentimos é uma visão aflorada de aspectos irreversíveis para o futuro da humanidade. Cada vez mais gente demonstra consciência para a necessidade de uma revisão de valores que culmine em uma sociedade mais justa e solidária. Esse é o nosso desejo. Contribuir para um mundo melhor. Estamos certos de estar cumprindo essa missão. Indubitavelmente, para o bem.   

3 de out. de 2010

APENAS UM DETALHE

Todos os meses em minha coluna, eu comento alguma situação que eu vivenciei ou observei durante o mês. Até agora eu não sabia muito bem o que escrever, mas me ocorreu algo que me trouxe imediatamente até os teclados. Tem horas em que é muito difícil fazer um jornal. E o que vou dizer talvez encontre eco em alguns colegas que vivem a mesma realidade. Parece ser muito difícil para as pessoas que não trabalham com mídia, compreenderem a diferença entre o que é uma matéria jornalística e um informe publicitário. No primeiro caso um jornal faz uma matéria sobre algum evento ou notícia quando o fato ou o assunto é de interesse público de modo a ser benéfica e imprescindível à sociedade. Já uma matéria que visa a promoção de algum lugar ou alguma pessoa, citando seus contatos, passa a ser um informe publicitário e portanto algo que demanda um investimento financeiro. O que ocorre é que algumas pessoas se espantam com o fato do meio de comunicação cobrar por uma matéria promocional, pedindo que se faça uma cobertura do evento ou da pessoa sem custo e às vezes se ofendem ou ofendem o jornal porque este lhe esclarece sobre o custo. É preciso que fique claro o que é mídia e o que é notícia. Ao nosso ver todas as pessoas e lugares que inauguram são importantes, por isso não podemos priorizar este ou aquele em detrimento de outros. O JORNALZEN sabe como reconhecer e promover os profissionais que investem em nosso espaço, oferecendo múltiplos meios de mídia além do jornal impresso, tais como o site onde ganha um banner eletrônico que linka com seu próprio site, o programa de rádio ao qual é convidado a dar entrevista e divulgar seu trabalho, além de uma rede de relacionamentos que se cria e os profissionais são convidados por outros a proferirem palestras,cursos e etc. Sendo assim achei necessário esclarecer as diferenças técnicas de linguagem jornalística para não haver mal entendidos ou melindres e para que seja encarado com maior naturalidade o setor comercial dos jornais. Eu comecei como terapeuta e cobrava pelo meu trabalho de promover o autoconhecimento nas pessoas, da mesma forma como o JORNALZEN cobra pelo serviço de levar informações que promovam o autoconhecimento nos leitores. È simples assim e é um serviço dos mais dignos.